sexta-feira, 12 de março de 2010

Formalemanha Brasileidez

Estava pesquisando um pouco acerca do ano de 2010 para a Fórmula 1. Nessa ‘vistoria’, percebi algo curioso: a quantidade de alemães nas pistas.

Ao todo temos 23 pilotos, e 6 alemães. Isso representa nada mais nada menos do que 26% de todos os competidores. As chances de ter um alemão campeão, ou de ouvir aquele hino durante as corridas são altas. Nico Rosberg, da Mercedes, Michael Schumacher, também da Mercedes e Sebastian Vettel são os mais competentes para ocupar o primeiro lugar nas corridas. O segundo país com mais competidores é o Brasil, com 4 Mas só fica na quantidade, por que na qualidade... deixam a desejar. Felipe Massa é nossa esperança. Rubens Barrichello é nossa esperança dividido por dois. Lucas di Grassi daVR não conta, muito menos Bruno Senna, Hispania, pelo menos este ano.

Na Inglaterra há uma boa dupla, muito boa mesmo. Lewis Hamilton e Jenson Button, ambos da McLaren, são favoritos à uma boa temporada. Temos três espanhóis. O mais conhecido é Fernando Alonso da Ferrari. O menos, Jaime Alguersuari, da STR. Temos dois italianos, com pequeno destaque para Jarno Trulli, da Lotus.

Dos que sobram, com todo respeito – por ter apenas um piloto do país – destaque para o pessoal do gelo: Petrov, russo da Renault, Robert Kubica, bom piloto polonês também da Renault. Kovalainen, finlandês da Lotus e Sebastien Buemi, suíço da STR completa a lista. Na sobra, Karun Chandhok, o indiano da Hispania, Kobayashi, o japonês da Sauber e Webber, austríaco da RBR completam o pessoal.

Em 2010 esse choque desproporcional de países entrará em ação novamente, com novas regras e pequenos detalhes que fazem grandes diferenças. Todos ‘contra’ Brasil e Alemanha, que possuem 10 dos 23 pilotos.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Agora não há mais crise

Futebol é assim: se o Flamengo perdesse pro Caracas na Venezuela ontem, iriam por a culpa na discussão ocorrida entre Adriano e sua noiva na semana passada. Se o Fla ganhasse, e ganhou, ninguém falaria mais do barraco. E não falou.

A vitória de 3x1 gerou tranqüilidade à equipe, que neste domingo enfrenta o Vasco pelo campeonato carioca. Vagner Love tratou de cuidar da bola com carinho e marcou dois gols. O ‘relacionamento’ no Império do Amor está a cada dia melhor. Rodrigo Alvi marcou seu primeiro gol com a camisa rubro-negra. Mas o melhor da partida não estava aí. O Flamengo foi guerreiro e com a expulsão do fraco jogador Toró, aos 8 minutos, achava-se que seria uma noite complicada. E foi. Mas o time se superou, venceu e agora está a uma vitória da classificação antecipada. Basta vencer a Universidade ‘de’ Chile na próxima rodada.

Ah, e o gol do Caracas... bem, foi marcado por Castellín aos 20min do primeiro tempo, onde o time empatou. Mas isso é o de menos. O que importa é que o Flamengo voltou e agora Adriano, que assistiu o jogo em casa, pode dormir em paz com sua mulher(só não pode ir à baile funk sozinho, muito menos com jogadores). Provavelmente, o Imperador será titular contra o Vasco, pelo campeonato carioca, domingo, dia 14, às 19:30.

Santos massacra Naviraiense-MS

Em noite de pedaladas, lances bonitos e futebol sério, o melhor time do Brasil não teve dó e aplicou sonoros 10 x 0 no modesto time do Mato Grosso, na quarta feira às 21:50, na Vila Belmiro. A vitória mostrou que um time não precisa jogar com 3 atacantes para ser ofensivo. Dorival recuou Neymar e colocou Marquinhos no meio campo antes da partida. Teoricamente seria um time mais encorpado defensivamente. Mas foi melhor do que isso. Seguro atrás, e destemido na frente, o Santos venceu com tranqüilidade e seriedade o Naviraiense. Os aplausos no final da partida mostraram que o time está evoluindo cada vez mais. Foi contra um time pequeno, pequenino. Mas não se aplica uma goleada desse tamanho sempre, independente do adversário a se enfrentar. Entre os gols da partida, destaque para a grande jogada e conclusão do garoto Neymar, que dribla três defensores, o goleiro e marca um golaço. Robinho, como sempre, fez um de cobertura no seu estilo e encantou a torcida mais uma vez com grandes pedaladas. O time da Vila enfrenta agora o Remo-PA, que eliminou o São Mateus-ES. Que venha mais uma goleada da máquina de jogar futebol.

SANTOS 10 X 0 NAVIRAIENSE

SANTOS
Felipe; Maranhão, Edu Dracena (Giovanni), Durval e Pará; Arouca, Marquinhos, Paulo Henrique Ganso; Neymar, Robinho (Madson) e André (Zé Eduardo)
Técnico: Dorival Júnior

NAVIRAIENSE
Aldo; Giordan, Jaime, Célio Lima e Adriano Lajes; Jean Carlos, Jacó Pitbull, Maílson e Marcelo Castelli (Jean Michel); Cristiano e Tom (Clécio).
Técnico: Paulo de Rezende

Data: 10/03/2010 (quarta-feira)
Horário: às 21h50min (de Brasília)
Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Árbitro: Pablo dos Santos Alves /RJ
Auxiliares: Marco Aurélio Pessanha e Lilian da Silva Fernandes, ambos do RJ.
Público: 11.336 pagantes
Renda: R$ 158.001,00
Cartões amarelos: Arouca, Edu Dracena e Durval (Santos); Jacó Pitbull, Jean Michel e Tom (Naviraiense)

Cartão vermelho: Jacó Pitbull, aos 35 minutos do primeiro tempo e Jean Michel, aos 34 minutos do segundo tempo (Naviraiense)

Gols: Paulo Henrique Ganso, aos 6 minutos, André, aos 27 minutos, Neymar, aos 29 minutos, Robinho, aos 32 minutos, André, aos 37 minutos, Marquinhos, aos 45 minutos do primeiro tempo; Neymar, aos 9 minutos, André, aos 14 minutos, Madson, aos 20 minutos e aos 32 minutos do segundo tempo.

terça-feira, 9 de março de 2010

Rápidas e irônicas

1- É mesmo normal bater em uma mulher?

A frase do goleiro Bruno, do Flamengo, encheu de ódio e perplexidade os mais ‘normais’ seres desse mundo. Dizer que ‘quem nunca até saiu na mão com uma mulher’ seria algo normal... Sinceramente, só se for para ele. Tudo bem que o arqueiro se desculpou dias depois, mas a frase foi infeliz, e todos lembrarão dele como ‘aquele que acha normal bater em uma mulher’. Fonte: Bate-Bola, ESPN

2- A verdadeira Maria Chuteira

Vanessa Perroncel, a ex-mulher do jogador Bridge, da seleção inglesa foi descoberta traindo o marido com seu companheiro de equipe, o zagueiro John Terry. Até aí tudo bem. Já foi bem repercutido, o lateral inglês disse que não irá a Copa, o zagueiro não será mais o capitão.... Mas descobriram que Perroncel passou o rodo no time do Chelsea. A ‘mulher’ teve caso com o islandês Eidur Gudjohnson, o Romeno Adrian Mutu e mais três outros jogadores. Essa sim é uma verdadeira Maria Chuteira. Já são 7 casos. Daqui a pouco ela faz um time: O Perroncel Football Club. Fonte: Veja

3 – Entre tapas e beijos...

... é ódio é desejo... Bem nem precisa explicar mais nada. A mulher da vida do Imperador é mesmo a imperatriz Joana Machado. Depois de quebrar o barraco quando descobriu que seu amor estaria em um baile funk, Joana e Adriano acabaram ‘reatando’. Que sejam felizes até o próximo baile funk...


Quem sobe: Dentinho, atacante do Corithians ganha força para fazer dupla com Ronaldo no ataque alvinegro. Nas ultimas partidas, o jogador vem marcando gols decisivos e faz Mano Menezes pensar em qual esquema tático utilizar. Tira o curinga Jorge Henrique e mantém o 4-4-2, ou lança Dentinho e parte para um 4-3-3? Dúvidas da profissão. Fonte: globoesporte.com

Quem desce: O meio campista Hugo sofreu uma lesão muscular na coxa e desfalcará o time durante três semanas. Rochemback torceu o tornozelo em um buraco, mas não preocupa o departamento técnico. Fonte: globoesporte.com

Um time travesso, moleque e pilhérico.

Desde que procuro acompanhar o futebol, não me lembro de ter visto tantos jogadores jovens com tamanho talento. São promissores em todas as posições. No ataque e no meio principalmente. Philippe Coutinho, Neymar, Wellington Silva não chegam nem a 19 anos. Eu sou mais velho que eles – mas de bola no pé eu prefiro a distancia.

Para se ter a noção de quão promissor será nosso futebol, elaborei um time jovem aqui do Brasil. E o resultado foi um time fantástico e promissor – pelo menos é o que esperamos desses jogadores no futuro – do goleiro ao ponta-de-lança. Um grupo de jovens alegres, travessos, moleque e às vezes, inocente – pelo menos normalmente são. Um time ofensivo, técnico, rápido e habilidoso.

Goleiro
Luis Guilherme, 17 anos, Botafogo

Zagueiros:
Rafael Tolói, 19 anos, Goiás
Dalton, 20 anos, Fluminense

Laterais:
Diego Renan, 20 anos, Cruzeiro
Crystian, 19 anos, Santos

Meio Campo
Sandro, 20 anos, Internacional
Bernardo, 19 anos, Cruzeiro
Giuliano 19 anos, Internacional
Philippe Coutinho 17 anos, Vasco

Ataque
Neymar, 17 anos, Santos
Wellington Silva, 17 anos, Fluminense

COMO JOGA



Estão vendo que grande time? E ainda deixei de fora jogadores como Paulo Henrique, do Santos – não gosto de chamá-lo de Ganso. Se atletas amadurecerem em campo, mantendo o gosto em jogar futebol, certamente serão grandes nomes para substituir os atuais jogadores da seleção brasileira. O grande problema é que os times brasileiros não conseguem segurar jogadores desse nível até chegarem a uma idade razoavelmente madura para serem vendidos ao exterior. Acabam com a carreira desses jovens prematuramente. Esse garotos são normais, e como qualquer garoto normal, ainda precisa de proteção e adaptação. Os clubes não dão isso e perdem esses jovens por mixarias.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Não existe futebol sem Fla x Flu

O que seria do futebol brasileiro sem Fla x Flu? Não falo de Flamengo e Fluminense individualmente. Me refiro a essa sigla criada por Nélson Rodrigues e essa história criada, agora sim, pelo rubro-negro e pelo tricolor. Além disso, convidados ilustres participam da partida. Gravatinha para o Fluminense, Sobrenatural de Almeida por quem ele quiser e toda a torcida, que pinta o Mário Filho de grená, verde, branco, preto e vermelho.

Não existe Fla x Flu sem craques. Não existe Fla x Flu sem emoção. E o mais importante: não existe Fla x Flu que não vire história e lembrança. Um simples zero a zero em qualquer momento alavanca emoções de qualquer torcedor. Eu disse qualquer torcedor. Sem gols já é emocionante. Imagine com 8?

Foi o que aconteceu nesse histórico domingo, dia 31 de janeiro de 2010. A ode, a ópera, o espetáculo – qualquer termo que glorifique – aconteceu entre o Império do Amor e o Time de Guerreiros. Mas vamos à partida.

Um primeiro tempo equilibrado, corrido e disputado. Mesmo com essa igualdade, o Fluminense levava vantagem na velocidade de Maicon, Conca e Alan. Júlio César apoiava bem pelo lado esquerdo e Mariano pelo direito. A zaga rubro-negra era lenta e desorganizada enquanto o Flu atacava.

E a efetividade tricolor transformou-se no gol de Alan aos 14 minutos, que recebe grande passe de Diguinho e manda às redes rubro-negras. 1x0 Fluminense.

O Flamengo parte para cima e tenta equilibrar a partida. Mas debilita-se na forte marcação do Fluminense que encontra o posicionamento correto para deixar Adriano e Vagner Love fora do jogo. Ou melhor, o jogador correto. O cerebral Petkovic não encontrava espaços para fazer o jogo do Fla fluir.

O único chute – chute mesmo, com perigo – foi no gol do Fluminense, com Alan, e o segundo também, depois do penalty convertido por Conca. 2x0 Fluminense. Antes disso, Maicon havia sido derrubado por Angelim, depois de boa troca de passes, onde o pó-de-arroz envolvia a zaga rubro-negra.

Logo em seguida, aos 42, Diguinho derruba Adriano depois de jogada infantil. Penalty claro. O Imperador concretiza um bonito chute. Rafael, goleiro do Fluminense até hoje procura a bola. 2x1 Flamengo.

Aos 44 minutos, o guerreiro Cássio aventurou-se ao ataque. Depois de boa troca de passes dentro da área, o zagueiro desfez-se de Ronaldo Angelim e chutou forte. Bruno fez uma grande defesa. Na cobrança de escanteio, o incansável e predestinado Cássio marcou de cabeça, depois do desvio no jogador rubro-negro. Estava escrito: aquele era o gol dele, tinha que ser dele. 3x1 tricolor.

Fim do primeiro tempo. Seria goleada e outro baile tricolor no segundo tempo? Não. De jeito nenhum. A democracia também faz parte do Fla x Flu.


Como diz – disse hoje – o PC Vasconcelos, “não existe substituição errada, existe substituição que dá e que não dá certo”. Frase perfeita. Andrade mexe bem. Tira Petkovic que estava apagado e coloca o jovem Vinícius Pacheco. Fernando sai e cede o lugar para Willians. Esse é o ponto crucial do jogo.

Com tudo isso, o segundo tempo começa arrasador para o Flamengo e sufocante para o Fluminense. Tão arrasador que saem dois gols em 10 minutos de jogo. O apaixonado Vagner Love aos 7 e Kléberson aos 8. Não estava 3x1? Pois é, agora é 3x3. Isso é Fla x Flu. Tudo pode mudar em minutos, segundos, centésimos.

O Flamengo leva o Fluminense às cordas. Parte para cima, encontra o ritmo de jogo. O Fluminense defende-se, e muito mal por sinal.

Todos pareciam acreditar que o tricolor poderia vencer o jogo. E essa esperança se renovou depois da expulsão de Álvaro, que levou o segundo amarelo depois de uma entrada dura em Conca. Poderia, só isso. Frustração de uns também é outro sentimento de um Fla x Flu. Com um homem a mais e voltando a partir para cima, o Time de Guerreiros se abre demais atrás e cede espaços para o Flamengo. Guerreiro não é só o Fluminense. O atual campeão brasileiro também é.

Espaço tão bem cedido que Adriano recebe grande passe aos 37 e faz o quarto. É a sensacional virada do rubro-negro!

E não para por aí. Para selar a grande vitória o Imperador recebe em posição regular depois de grande jogada de Vagner Love. Fica frente a frente com Rafael, marca o quinto e derruba a defesa tricolor, que não havia tomado um gol sequer. Tomou 5 hoje.

Fim de jogo. Meu pai triste, irritado e desapontado com a derrota. Eu, também tricolor, admirado pelo jogo que presenciei. Meu time perdeu, mas tenho orgulho em saber que torço por um clube que faz parte do maior espetáculo do futebol. O nível máximo, supremo de paixão, amor e emoção. Nada se compara a um Fla x Flu. Parabéns Flamengo e Fluminense por protagonizarem algo transcendente e fora de qualquer realidade palpável no futebol mundial. E como diz o grande profeta tricolor: “ O Fla x Flu nasceu a 45min antes do nada”.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Só falta dançar agora...

A paradinha é o lance mais desleal que um goleiro pode receber. Quem joga nessa e sofre com bolas na área, escanteios, grandes chutes no ângulo e craques à sua frente. E ainda tem que agüentar mais essa?

O futebol brasileiro anda recheado de cobradores desse estilo. Tem Fred no Fluminense que até paradinha dupla tem. Vê se pode? Só faltou sambar na frente do goleiro do Bangu na segunda rodada do Carioca 2010. E, coitado do goleiro; nada pode fazer. Apenas olha o jogador dançar na frente dele enquanto fica com cara de – desculpe o termo – bunda, pois, de acordo com a regra, goleiro não pode se adiantar. Vêm aí outro equivoco. Porquê não adiantar?

Bem que poderia ajustar essas regras do futebol.O goleiro poderia ter mais liberdade em algumas situações. A partir do momento em que o jogador fizer o prelúdio da cobrança, se fizer a menção de chutar (a paradinha), o goleiro pode se mexer da forma que bem entender. Pode ficar parado, pode adiantar. Depende de cada um. Não seria mais justo?

Existem muitos outros sambistas no futebol. Alex Mineiro, Alan Bahia, Chicão... Nenhum deles compreende a situação do goleiro. Aliás, eles entendem sim, e muito. Mas o que importa é o gol do seu time. Técnica? Não existe. É apenas uma dança.

Enquanto continuar essa paradinha, goleiros continuarão sofrendo e cobradores sempre serão lembrados por ter feito o gol. Para mim, esse tipo de lance será lembrado apenas como jogada ilegal, golpe baixo e, porque não, covardia.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

É hora de trabalhar (eu também)

Chega o ano de 2010 e, consequentemente, o esporte começa a mostrar novamente sua cara por esse ‘mundo’ chamado Brasil. E no quesito futebol, os clubes já estão tomando as rédeas da pré temporada, que, em minha opinião, é a parte mais importante do ano de qualquer time. É o momento de disputar os estaduais, e também a Copa do Brasil e Taça Libertadores. Nessa hora, é fundamental que os clubes comecem a mil para garantir a manutenção do elenco que segue, e mandar embora os jogadores desnecessários, além de buscar a contratação de outros. E porque não levantar algum título?
A partir do dia 4 de janeiro os clubes se isolam do mundo, levam seus jogadores, mantidos e contratados, e os preparam. A dupla Fla e Flu preferiram à manutenção de seus elencos. Até o momento, o rubro negro trouxe apenas Leo Medeiros (volta de empréstimo do Bahia). Já o tricolor carioca contratou apenas Ewerton, Júlio César e Thiaguinho e dispensou uma galera – em sua maioria veteranos.
Por falar em senhores do futebol, o Corinthians trouxe um museu para o Parque São Jorge. Mas não são jogadores qualquer. Eles sabem, ainda, jogar bola. Iarley, Tcheco, Roberto Carlos, Danilo e companhia foram contratados para formar um experiente Timão, que no seu centenário, busca o maior título sul-americano.
No sul, o tricolor gaúcho e o colorado abriram seus cofres e investiram. O Grêmio trouxe quase o time do São Paulo inteiro (Hugo, Borges e Leandro, ex-paulista). O Inter contratou alguns não tão conhecidos assim, mas que devem ter lá suas qualidades. Os principais nomes dos dois clubes estarão à beira do campo. O Grêmio trouxe Silas, ex-Avaí, por onde fez uma excelente campanha. O Internacional buscou o uruguaio Jorge Fossati – que por sinal fala um português exemplar –, ex-LDU e campeão sul-americano em 2009.
No mais, times reforçados, jogadores repatriados e muita expectativa. O futebol brasileiro vem crescendo e os torcedores estão se acostumando em ver seus times darem show. E a pré temporada é o começo para se ver quais clubes largarão na frente em 2010. E como diz muitos lutadores de jiu-jitsu: “Treino forte, combate fácil”.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Vida nova, cara nova

Bem, na verdade nem precisa ler esse texto para saber das visíveis modificações. O nosso blog(meu e de quem lê) passa a se chamar TÁ NA REDE! ao invés de Informação Geral. Creio que a identidade esportiva desse espaço cibernético foi criada, e nesse momento o melhor a fazer seria modificá-lo e deixá-lo aos moldes dos interesses do leitor/internauta. E, detalhe: não criei esse layout. Retirei deste site, nesta seção: http://btemplates.com/2009/12/13/sw-soccer/

Venho também pedir ‘desculpas’ por não ter, há muito tempo, postado algo. Além de estar em férias, outro detalhe me faz ausente na escrita: o esporte sofre uma paralisação em épocas assim. As competições de futebol acabaram. Vôlei ainda há, mas o interesse noticioso se dá no futebol, é claro. Cielo bateu recorde mundial nos 50m essa semana que passou. Peço novamente desculpas por não colocar nada a respeito. Isso sim tem valor noticia.

Muita coisa aconteceu no cenário esportivo este ano, mas, não pretendo fazer nenhuma retrospectiva, porém, lembrarei momentos marcantes. O Flamengo campeão brasileiro, depois de uma arrancada incrível e no momento certo, afinal, o que adianta ficar 37 rodadas na liderança, se ela vale apenas na rodada 38, onde se confirma o campeão? O Flamengo mostrou-se oportunista.

Parabéns à seleção brasileira de Dunga, que obteve um aproveitamento invejável e que fez um time forte e guerreiro. Campeão de tudo.

Por falar em guerreiro, parabéns ao Fluminense por ter escapado de forma milagrosa, porém competente, do rebaixamento no Brasileirão. Parabéns também pelo vice-campeonato da sul-americana. O Brasil foi bem representado e será nos próximos anos. O Fluminense e o Inter(em 2008) mostraram que essa competição é importante.

Parabéns a César Cielo pelos recordes quebrados. Este sim é o rei dos 50m. E porque não dos 100m?

Parabéns ao time de basquete do Flamengo, pelo vistoso jogo feito durante as competições – internacionais e nacionais – em que disputou.

Outros parabéns ao Corinthians na sua grande campanha na Copa do Brasil e também pela volta por cima de Ronaldo.

‘Um salve’ para Romário em seu profissionalismo e manifestação de amor ao falecido pai e a instituição do América do Rio, pelo título da segunda divisão estadual. O compromisso do ‘baixinho’ foi magnífico. Enfim, parabéns ao esporte.

Provavelmente, tomarei novamente a palavra a partir de Janeiro do próximo ano. Nesse momento os times começarão a especular contratações e planejar os elencos para a temporada (na verdade, alguns já estão planejando).

Será um ano importante para o esporte mundial. Estaduais, Copa do Brasil, Copa do Mundo, Ronaldo e Adriano (e talvez Vagner Love) na Libertadores, mais Vôlei, mais Basquete. Mais esporte.

Acho que não escreverei até 1 de Janeiro, então boas festas nesse fim de ano à todos!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

(sem título)

Hoje, essa crônica, texto, nota, matéria – o que quiserem denominar – não terá título. Simplesmente não consegui dar um nome. Geralmente, quando começo algum texto, já sei qual será o título. Dizem que quando o assunto a ser tratado tem importância, já sabemos o que colocar como nome, acima. Não concordo com isso. Às vezes não se precisa de nada para denominar. Esse texto, a meu ver, não precisa de nada para chamar a atenção do leitor.

O Fluminense fez uma grande partida. Foi guerreiro, corajoso, organizado. Os 3x0 mostraram a diferença de classe entre os dois times. A LDU precisou da altitude e dos gandulas para vencerem daquela forma a primeira partida, em Quito, no estádio Casablanca. Nós precisamos apenas do calor da torcida. O futebol foi bem jogado, e jogado em campo.

Aqueles 2x0 do primeiro tempo encheram de esperança a torcida. Diguinho, com a ajuda do zagueiro, e Fred, depois de uma finalização milimétrica – bateu na trave antes de entrar – deixaram o tricolor com chances de buscar o resultado. A expulsão de um jogador equatoriano tornou a partida mais favorável. O time nem entrou no vestiário. Não precisava. As raízes dos jogadores estavam presas na torcida. Não deveria desgrudar, senão perderia sua essência. A paixão clubística aflorava na pele dos guerreiros. Tudo isso vinha de cima, lá das arquibancadas brancas, azuis, amarelas.

No segundo tempo o Fluminense não deixou a Liga respirar. Aliás, durante o jogo todo isso não aconteceu. Lá no Equador, na semana passada, o Fluminense só não partiu para cima por conta do cansaço. E aqui, aonde estava a LDU? Presas nas cordas como um adversário prestes a ser nocauteado. O Fluminense havia empurrado o Mendez e Cia contra a parede. Não conseguiam respirar. Nem o pó-de-arroz, que atacava avassaladoramente.

O gol saiu da cabeçada de Gum, o zagueiro artilheiro. A partir daí, Fred perdeu a cabeça. Aliás, juntou a cabeça com o juiz e foi expulso. Merecido. Mas não o reprimo pela atitude. O calor do jogo, a vontade de vencer materializa situações desse tipo.

Partida tensa e mais outro adversário expulso. 10 contra 9 nesse momento. O Fluminense gasta toda a força que tem. Mas o 3x0 mantêm-se. Não foi suficiente. Termina a partida. LDU campeã, mais uma vez, no Maracanã.

E onde fica o Fluminense nessa história? Abatido? De jeito nenhum. As pessoas têm a mania de acharem que um time se faz com títulos. Na verdade, os outros se fazem disso. O tricolor não. Nós não precisamos de metais na galeria para ser respeitados. O Flu não se faz de título. Ponham isso na cabeça! Nós vencemos daquela forma. Isso que importa. Ninguém vence da forma como vencemos. E para encerrar, eu ‘vos digo que o melhor time é o Fluminense. E podem me dizer que os fatos comprovam o contrário, que vos digo: pior para os fatos’.
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