sexta-feira, 14 de maio de 2010

O Brasileirão 2010 promete!

Todos os torcedores no ano passado ficaram perplexos com a trajetória dos jogos no campeonato brasileiro. Um ano de muitas emoções na parte de cima e de baixo também(porque não?). Vimos o souvenir de aço chegar às mãos de pelo menos quatro times: Palmeiras, Internacional, São Paulo e Flamengo, que foi o oportunista depois de fazer o campeonato aos trancos e barranco até a rodada 20, pelo menos. No final venceu por sorte e competência de time grande.

Lá embaixo dois times protagonizaram arrancadas fantásticas. Botafogo passou a ser invicto e o Fluminense invencível. Os dois se recusaram a perder, parecer e sofrer. Mereceram a vitória pela luta e garra.

O campeonato de 2009 deixou os torcedores sem ar e sem ação. E no final dele uma ansiedade reinou à espera da edição 2010 do maior campeonato nacional. E tudo, ao que parece, levará a uma situação parecida e, quem sabe, até mais emocionante. Dos vinte concorrentes, colocarei em disputa direta pelo título pelo menos dez. Isso mesmo! Todo o eixo dos grandes paulistas, mais os gaúchos, mineiros e dois cariocas (a dupla Fla-Flu) possuem times com chances de títulos. Alguns precisam melhorar o elenco, outros precisam se entrosar, e por aí vai.

A questão é que os times estão bem representados, com jogadores de nível mundial, com elencos de qualidade e um equilíbrio notável. Alguns pequenos interioranos correm por fora, mas quem sabe um Ceará ou Atlético-GO surpreendam e tirem a vaga da libertadores de um time grande? Tudo é possível e nada é improvável. É um campeonato que não admite zebras. E não terá mesmo.

sábado, 1 de maio de 2010

Crítica ao campeonato inglês

Me aventurei a assistir uma partida completa pelo campeonato inglês entre Manchester City e Aston Villa, dois times ‘desconhecidos’ aos olhos do senso comum. O primeiro vem crescendo, enriquecendo e contratando jogadores não-ingleses, e bons ingleses. O segundo poderia ser a quinta força, isto se não estivesse há muitos anos sem ganhar um título em seu país. O resultado foi 3x1 para os donos do “City of Manchester Stadium”, mas isso é o que menos importa agora. Aliás, importa os marcadores do Manchester City na partida: o argentino Tevez, o togolês Adebayor e o galês Bellamy. Tem algum inglês nessa lista?

O que quero dizer é que times como Aston Villa, West Ham, Fulham caíram no esquecimento em seus campeonatos. Ainda fazem parte da Premier League, a primeira divisão inglesa, porém a grande maioria que assiste de fora conhece apenas quatro forças: Arsenal, Chelsea, Liverpool e Manchester United. Mas nada isso é ocasional, até porque, futebol bonito é com esses quatro.

E só é bonito porque, coincidentemente, esses times não são o retrato do futebol inglês: pragmático, que valoriza passes e lançamentos longos com velocidade. O Arsenal joga bonito com o cerebral Francésc Fabregas, espanhol, no meio campo. O Manchester tem o oportunismo do búlgaro Dimitar Berbatov, o Liverpool tem o espanhol Fernando Torres e o Chelsea, Michael Ballack, o capitão da seleção alemã. E olha que citei apenas um em cada time.

Esses mesmos quatro grandes também possuem bons ingleses em seus times. Os xerifões Ferdinand e John Terry de Manchester United e Chelsea, respectivamente, Rooney e Owen também do Manchester. Steven Gerrard do Liverpool e Theo Walcott do Arsenal terminam o número restrito de representantes ingleses que atual na Inglaterra.

Por isso digo que a única forma de times tradicionais lá da Inglaterra voltarem ao prestígio de antes é contratando estrangeiros para seus clubes. Infelizmente o inglês é pior que o brasileiro no que diz respeito ao que vem de fora. Bem, e não deixam de ter razão, afinal o futebol inglês pode até ser bom, mas não enche os olhos de quem curte um belo futebol. Porque a seleção Inglesa joga bem, mas seu campeonato é ruim? A resposta é lógica: lá estão os melhores.

terça-feira, 27 de abril de 2010

ANÁLISE TÁTICA: O FLUMINENSE DE MURICY CONTRA O GRÊMIO

Não resta dúvida que o novo técnico do Fluminense, Muricy Ramalho, acertou em cheio na nova escalação do time para suprir a ausência de Conca. O argentino, mais brasileiro do que tudo, não tem um reserva a altura. Quando está ausente, aí tem que mexer em toda a estrutura do time. É um jogador diferenciado, que faz falta, mas o tricolor terá que se organizar para defrontar o Grêmio na quinta-feira, às 21:50h no Maracanã, pela primeira partida.

Foram três mudanças para a partida de ida e dessas, duas acertadas na minha opinião. A primeira foi a entrada do jovem atacante Wellington Silva no time titular no lugar de Alan, machucado. Aliás, ele nunca deveria ter saído desse time. O segundo acerto foi Marquinho no lugar de Conca. Não que Marquinho irá atuar como Conca, longe disso, muito longe. Mas a substituição foi exemplar se observarmos o conjunto da obra. Diguinho, Marquinho e Everton irão compor um meio campo técnico, marcador, rápido e prático. Todos podem atuar nas três posições do meio campo. Éverton, provavelmente, será o mais avançado, com Marquinho e Diguinho mais recuados, tapando os buracos que os alas Mariano e Júlio César deixarão em seus eficientes avanços pelos lados.

O erro foi a saída de Cássio para a entrada de Digão. Muricy se caracterizou por jogar com três zagueiros rápidos pelos clubes por onde passou. Se essa era a intenção dele, foi uma mudança equivocada. Leandro Euzébio é que deveria sair desse trio de zagueiros, por ser muito lento.

O fato é que o Fluminense de Muricy terá uma partida dificílima contra o Grêmio por dois motivos: não tem Conca e pega, realmente, um adversário difícil, entrosado e encorpado. Mas tudo pode acontecer em uma partida de tricolores copeiros, com um maior pendor para o gaúcho, é claro.

Pesos pesados em campo

O duelo se aproxima e, a cada dia, aumenta-se a expectativa para ver Ronaldo e Adriano em campo por Corinthians e Flamengo, respectivamente, nesta quarta-feira, às 21:50h, pelas oitavas de final da Libertadores 2010. Um confronto entre dois jogadores craques, craquíssimos (com o perdão do neologismo) e fora de forma. ‘Atletas’ que decidem uma partida, mesmo estando com cinco ou dez quilos a mais.

O Fenômeno e o Imperador estão com todo o peso da responsabilidade de levar seus clubes às quartas de finais da maior competição sul-americana. Literalmente é algo pesado. A motivação e a ansiedade são visíveis em seus olhos. Serão dois jogadores motivados e que, com certeza, aprontarão demasiadas peripécias em campo. Darão espetáculos.

São times com uma referência de cada lado, mas o conjunto de ambos é muito bom. O Corinthians tem mais time e tem a melhor campanha da primeira fase. O Flamengo tem mais jogadores decisivos. O Timão é mais experiente. O rubro-negro é mais ofensivo, além de ter outro diferencial: o apaixonado por futebol Vagner Love.

Os pontos fracos do Corinthians são, sem dúvida, a lentidão e a falta de entrosamento. Do lado carioca, a defesa, apesar de ter jogadores de nome, e o primeiro volante são deprimentes, ou estão em má fase. O rubro-negro tem um novo técnico(Rogério Lourenço), ou projeto deste, e ninguém sabe qual será sua postura. Solução? Só escrevendo umas 3 páginas.

O que se sabe é que apesar dos problemas, do mau condicionamento dos craques Ronaldo e Adriano e da pressão por classificação, a camisa pesará e a tradição entrará em campo. Os jogadores esquecerão seus erros e aprenderão, novamente, a jogar futebol. O espetáculo exige isso e só entrarão em campo os mais capacitados ou determinados a provar sua qualidade e honrar suas camisas.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Caiu por chuva

A derrota, opa, o empate do Flamengo contra a Universidad de Chile foi tão catastrófico quanto o temporal que ocorreu no Rio há dois dias. O rubro-negro teve a chance de vencer a partida, e conseguia o objetivo até os 46 minutos do segundo tempo, quando Rodriguez ganhou a disputa com o zagueiro Álvaro e mandou aos ‘fundos redais’.

O Fla saiu em desvantagem no placar no fim do primeiro tempo. Aos 40 minutos, Montillo marcou. 1x0 ‘La U’ – esse é o apelido do time visitante. A primeira etapa foi deprimente para o Urubu. Kléberson errava demais, Juan e Léo Moura não se entendiam. Só Michael e Vagner Love eram sóbrios, e só isso. No final do primeiro tempo a torcida pedia raça e, é claro, Pet.

Deixem-me abrir umas aspas aqui, por favor. Sejamos sinceros: Toró é o câncer desse time. Kléberson não jogou nada, isso é fato, mas pelo menos possui mais atributos técnicos e qualidade de seleção brasileira, ou ex-qualidade, ex-seleção. Sendo palpiteiro, colocaria Kéberson, Willians, Michael e Petkovic nesse meio campo, com V. Pacheco e V. Love no ataque. V de vingança, ou de Vaidade.

Por favor, sejamos conscientes. O Flamengo joga em casa com, é verdade, o líder do seu grupo, precisando da primeira colocação – na Libertadores 2010 só se classificam os primeiros de cada grupo, mais os 6 melhores segundo colocados – e coloca quase um terceiro zagueiro chamado Toró. Aliás, seu nome é familiar aí no rio. Toró,chuva... tudo a mesma coisa. Desastre também. Andrade teria que escalar o time mais ofensivo.

Mas, voltemos ao temporal, ou melhor, ao jogo.

O Flamengo voltou melhor, e a torcida começou a empurrar, mesmo em uma chuva danada. Bruno Mezenga substituiu Kléberson. Aos 14, a voz da torcida do Flamengo foi escutada por Andrade. Petkovic entrou no lugar de Vinícius Pacheco.

Bem que o Flamengo tentou, e tentava, e merecia o empate. E conseguiu. Aos 22, um gol sofrido. Sofrível. Vagner Love usou da raça, trocou sopapos do futebol com os zagueiros adversários e atrasou para Michael que chutou. A bola desviou no adversário e entrou, devagar, calmamente. 1x1. A bola estava tranqüila, serena. Ao contrário dos jogadores do Flamengo.

E a pressão continuava. E a chuva também. Petkovic mandou o balaço aos 30, mas a bola não tomou o rumo do gol. Errou. Vagner Love errou também aos 33. Erros, erros e erros, mas que mereciam um acerto. E não demorou.

Aos 37, Michael foi servido por Love. O meia-atacante foi desarmado, mas a bola sobrou para Leonardo Moura mandar um belo chute no alto. Flamengo 2x1.

Fim de jogo? Nunca, jamais! Futebol vai até o apito final. Todo time deveria jogar como a Alemanha de 1974: atuava os 90 minutos com a mesma força, vontade e destreza. Parece que o Flamengo não viu essa Alemanha jogar.

Aos 46 minutos, Rodriguez – como disse lá acima – empatou. Silêncio no MaracÁGUAzo. 2x2 e a segunda colocação no grupo. Outra vez. O que o Fla pretendia a La U fez cair por água, porque terra, meu caro leitor, terra lá não há.

terça-feira, 6 de abril de 2010

El rey del Camp Nou!



Vou logo chutar o balde e dizer: Messi é bem melhor do que Maradona. Aliás, tem potencial para ser. Devolvam-me o balde se acharem que estou equivocado. Mas essa é minha opinião. Se concordarem, chutem o balde para mais longe ainda.

Aqueles quatro gols contra o poderoso Arsenal corroboraram minha tese. Messi é craque, gênio, ‘de outro planeta’ como disse o técnico do time inglês, Arsene Wenger.

Para quem não acha isso tudo (achar pouco é impossível, na minha opinião) mostrarei alguns fatos e dados interessantes. Lógico que Maradona contribuiu muito mais para o futebol do que Lionel Messi. Mas, sem dúvida será melhor que ‘Dieguito’.


LIONEL ANDRÉS MESSI

Nasceu dia 24 de junho de 1987 – 22 anos

1,69 m e 67 kg

Jogador profissional desde os 16 anos, onde foi incorporado ao elenco principal do Barcelona na temporada 2003-2004. Poucos jogos depois, começou a jogar com Ronaldinho e Eto’o no ataque, caindo pelo lado esquerdo e trocando de posição com o craque brasileiro. A dupla funcionava, e muito bem.

Em 2008-2009 teve o seu auge: conquistou a tríplice coroa da Espanha, com a Copa del Rey, La Liga e UEFA Champions League. Foi o artilheiro da UEFA com 9 gols e venceu o duelo com Cristiano Ronaldo na final contra o Manchester United, marcando um gol na vitória de 2x0 do seu time catalão.

Em 2009 venceu o prêmio Ballon d’Or de melhor jogador da temporada pela revista France Football, a melhor no quesito futebol. No mesmo ano, venceu o maior prêmio individual: O de melhor jogador do mundo pela Fifa.

Mais de 200 jogos pelo Barcelona e mais de 100 gols.

SELEÇÃO ARGENTINA

Messi ainda não atuou em sua seleção da mesma forma que atua no Barça. Apesar de ser o principal, ou um dos principais jogadores do time, está longe de exercer seu grande potencial.

Em 2005 foi convocado para a seleção argentina sub-20

Em 2006, com 18 anos e 357 dias, foi convocada à Copa do Mundo na Alemanha. Marcou um gol e tornou-se o quinto jogador mais jovem a balançar as redes na maior competição de seleções do mundo. O gol foi na goleada de 6x0 na Sérvia e Montenegro.

Mesmo sem jogar o que sabe, liderou a seleção argentina até a final da Copa América em 2007. Perdeu a final para o Brasil.

Foi campeão olímpico em 2008


TÍTULOS - 16 EM 6 ANOS


La Liga: 2004-05, 2005-06 e 2008-09
Copa del Rey: 2008-09
Supercopa de España: 2005, 2006 e 2009
Copa Cataluña: 2003-04, 2004-05 e 2006-07
UEFA Champions League: 2005-06, 2008-09
UEFA Super Cup: 2009
Copa do Mundo de Clubes da FIFA: 2009

SELEÇÃO ARGENTINA
Mundial Sub-20: 2005
Jogos Olímpicos: Ouro em 2008

PRÊMIOS INDIVIDUAIS
Golden Boy (melhor jogador jovem do mundo): 2005
Melhor jogador do Mundial Sub-20: 2005
Melhor jogador da UEFA Champions League: 2008-09
Melhor atacante da UEFA Champions League: 2008-09
Bola de Ouro da Copa do Mundo de Clubes da FIFA: 2009
Melhor Jogador da Final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA: 2009
Ballon d'Or: 2009
Melhor jogador do mundo pela FIFA: 2009

ARTILHARIAS
Mundial Sub-20: 2005 (6 gols)
UEFA Champions League: 2008-09 (9 gols)

domingo, 21 de março de 2010

Como é bom ver o Santos jogar

Eu ando tendo surtos nostálgicos com esse Santos de 2010. Mete 10x0 no Naiviraiense pela Copa do Brasil, e logo depois, espanca o Ituano no Pacaembu por 9x1. E olha que Pelé, opa, Neymar e Robinho não estavam em campo. Mas o Pepe de 2010 estava. Paulo Henrique foi cerebral, técnico, talentoso e garçom, além de marcar dois gols.

O jogo foi um massacre depois do primeiro minuto, quando João Leonardo marcou 1x0. Ituano. Logo depois, a avalanche santista fez logo 4x1 no primeiro tempo. André, duas vezes, Paulo Henrique e Madson acabaram com o prelúdio eufórico do Ituano.

No segundo tempo a equipe voltou muito mais arrasadora, e marcou mais 5 gols. Madson, novamente, Maikon Leite, Paulo Henrique outra vez, Zé Eduardo e André fecharam a chuva de gols.

O peixe jogava e joga por música. Nada para esse time. A ausência de Neymar e Robinho calou a boca dos críticos que acham que o diferencial do Santos está aí. Aliás está. Mas só o individualismo não ganha jogo. A equipe é taticamente perfeita nesse momento. A derrota para o Palmeiras agradou as pessoas que acham que futebol é resultado. Estão equivocados. Futebol é arte, graça, beleza e jogo bonito. Ganhar faz parte. É isso que faz um time ser marcado.

A Hungria de 54 não ganhou a Copa, nem a Holanda de 74, nem o Brasil de 82... Isso já basta. Por isso que digo que esse Santos me lembra o de Pelé, Coutinho e compania. Até jogo em Nova York eles estão fazendo...

Futebol bem jogado, roubado, disputado e rezado

O clássico deste final de semana entra Flamengo e Botafogo foi um grande jogo. Mas no campo, pois lá na arquibancada não houve festa. Menos de 10mil pagantes no Engenhão em uma partida repleta de histórias para contar e criar. O mais legal foi em ter visto, aliás, ouvido o clássico pelo rádio. Maravilhosamente nostálgico.

Dois personagens, dois times, dois gols de cada lado. Herrera e Adriano fizeram a diferença. Diferença... um termo tão paradoxal para um placar tão igual de 2x2. E ainda houve roubalheira favorável à Estrela Solitária. Caio sofreu ‘pênalti’ fora da área aos 18min. Herrera marcou e fez 1x0 Botafogo. Bruno quase pegou. Apesar do lance irregular, o alvinegro jogava e criava melhor, mesmo sendo um jogo truncado e com poucas oportunidades.

O técnico Andrade fechava o meio campo com três volantes. Willians, Kléberson e Toró não acompanhavam a velocidade de Herrera e Caio, que trocavam de flancos e buscavam o jogo atrás. Os laterais botafoguenses eram lentos e voltavam com ineficiência para marcar. Foi nesse erro, pelo lado direito, que o Flamengo empatou logo depois, aos 21min. Adriano foi oportunista e raçudo depois da intercepção falhada do goleiro Jefferson, depois do cruzamento de Willians. É o empate rubro negro.

O jogo era corrido demais, porém sem muita técnica. Os jogadores atuavam na base da vontade. Aos 38min Lúcio Flávio cobrou com categoria uma falta. A bola acertou o canto da trave direita do goleiro Bruno. Um susto no atual campeão brasileiro. O Botafogo era melhor.

No segundo tempo o time alvinegro concretizou sua maior eficiência no jogo com Herrera, logo aos 9min. Somália cruzou e o argentino apareceu, oportunista, na área para mandar aos fundos patrimoniais do Flamengo.

Futebol é assim: o time sofre o gol e parte pra cima em busca de um empate e, quem sabe, uma vitória. E assim foi para o Fla, que acordou depois do gol de Herrera. Aos 12min, Vagner Love quase empatou com um belo voleio. A trave salvou Jefferson, e todo o time do Botafogo, que começava a ser levado às cordas pelo Flamengo. O rubro negro acreditava até o fim e pediu ajuda aos Deuses do futebol.

Mas até na religião esportiva, Deus só ajuda a quem trabalha. E o Fla trabalhava pesado. Aos 23 Vagner Love teve nova chance, mas parou nas mãos do goleiro Jefferson. Dez minutos depois, o mesmo arqueiro espalmou um belo chute de Fabrício. Sorte dele que Adriano não chegou ao rebote.

Adriano, aliás, era o mais devoto de todos. Herrera parecia um agnóstico, mas o imperador era cristão ferrenho. Não perdeu a fé de jeito nenhum. E foi recompensado.

Exatamente aos 50 minutos do segundo tempo, depois de cobrança de falta alçada na área, o Imperador subiu mais do que todos e marcou de cabeça o gol. Os Deuses do futebol o ajudaram.

E no final do jogo, Everton Silva, lateral esquerdo do Flamengo veio reclamar: “Nós fomos prejudicados. Deus viu que não foi pênalti. A falta foi fora da área”. O lateral deve ter esquecido que Deus não apita jogo, apenas muda o resultado dele.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Devotos de São Dunga

Futebol é planejamento. Isso é fato. A sorte existe e o azar também, mas nada do que uma boa gestão e estudo para fazer uma boa campanha em qualquer campeonato que seja. Deve ter um equilíbrio tanto da diretoria quanto do treinador, que a meu ver, é um dos grandes responsáveis por boas campanhas. A seleção brasileira tem tudo isso – com algumas desavenças, mas faz parte.

Mas uma coisa falta, e falta muito, principalmente para o técnico. Sensibilidade. Não estou aqui dizendo que Dunga é insensível, humanamente falando. A sensibilidade que me refiro é da capacidade de fazer escolhas intuitivas, com coragem e decisão. Desculpem se acham isso, mas Dunga não tem essa característica enquanto treinador.

Exemplos? Bem, a seleção já está fechada a três meses da copa. Ótimo! Viva! Isso é louvável! O planejamento está sendo feito! Que bom!.... Que bom nada. Eu disse FECHADA. Ou seja, Dunga não terá sensibilidade para convocar o garoto Neymar, mesmo jogando barbaridades até o dia da copa. Não terá a flexibilidade de trazer qualquer outro jogador que estiver em boa fase. Não ‘desconvocará’ Elano, ou Felipe Melo, Gilberto Silva, mesmo sendo reservas em seus clubes.

Tudo bem que pode não dar certo, e que o jargão de que ‘é melhor prevenir do que remediar’, ou que ‘em time que está ganhando não se mexe’ ainda vale, mas é necessário arriscar para o bem de um elenco, para o bem da copa em ver um jogador de alto nível. Técnico de futebol é um ser dotado de toda a sensibilidade para escolher um jogador em última hora, em perceber que aquele convocado em cima da hora, pode contribuir. Dunga, sinceramente, não possui isso.

Enfim, quem quer entrar na seleção, não pode ser devoto de santo algum, apenas de São Dunga. A ‘igrejinha’ como dito na revista Placar, está a mil e não se aceitam outras ‘visões religiosas’. Só desejo sorte à seleção, ao técnico e aos seus dogmas.

Ronaldinho em crise. Kaká também

Muito se fala em levar Ronaldinho para a Copa na África este ano. Nada contra, e também partilho dessa opinião. Também acho que Kaká é titular nesse meio campo horroroso, porém eficiente, da seleção brasileira.

Mas vou direto ao ponto. Ronaldinho vem jogando bem às vezes. Na maior parte da partida, contribui de forma simples, mediana no máximo. Kaká vive uma crise existencial no Real Madrid. Foi eliminado com seu time perante o Lyon na Liga dos Campeões e jogando mal, muito mal. Até Raul, que sua idade o tenha, jogou melhor. Será a adaptação no futebol espanhol que está prejudicando?Creio que não. Craque não escolhe nação, nem estilo de futebol. E eu acho Kaká craque, assim como Ronaldinho.

Mas o que vem acontecendo a estes dois seres da bola? Ronaldinho, segundo alguns, só jogou bem em 2002, e olhe lá. Kaká vem sendo regular e eficiente. Aliás, a seleção brasileira não joga bonito, joga com eficiência. Alguns prelúdios de classe de Robinho aqui, Kaká acolá.

A nação brasileira clama pela volta por cima de Kaká. Que encontre seu futebol no Real Madrid e que melhore um pouco mais na seleção. Tudo nos leva a crer que meia com as características do Kaká para ser reserva não terá. Então Kaká, jogue bola, por favor.
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