Os últimos escândalos acerca do caso Bruno, goleiro do Flamengo, me fizeram pensar sobre a questão da vinculação de jogadores às instituições futebolísticas. O que quero dizer é que jogadores como esse goleiro, Vagner Love e Adriano – que não jogam mais pelo rubro-negro – envergonham a maior torcida do Brasil. Jogadores que andam com traficantes, empunham armas e praticam orgias não devem ser lembrados como jogadores de nenhuma instituição.
Outra coisa que me espanta é a tal vinculação que a imprensa faz entre esses jogadores e o Clube de Regatas do Flamengo. Não sou hipócrita em achar que, quando se fala no goleiro Bruno, lembra-se do rubro-negro carioca. O problema é inseri-los diretamente em um contexto institucional, que mexe até com a própria torcida. Os adeptos do Flamengo não desejam ver seu time taxado de ‘recanto dos marginais’ ou qualquer coisa do gênero. Vejo matérias no globoesporte.com e no próprio jornal semanário de Sergipe – Cinform – falando sobre os escândalos e atribuindo, às vezes, essa causa ao clube Flamengo.
Devo lembrar que jogadores, comissão técnica, presidentes, são passageiros. O Flamengo existe a mais de cem anos. Forma uma aura de tradição, títulos, feitos históricos e inserção mundial. O Flamengo é conhecido em todo o mundo. Bruno não. O Flamengo é o maior campeão carioca e seis vezes campeão brasileiro. O seu goleiro nunca terá todos esses títulos. O rubro-negro já foi campeão mundial. Bruno está longe de ser.
Por isso, Bruno, Vagner Love ou Adriano são, na pureza e essência da palavra, jogadores de qualquer clube, e não apenas do Flamengo, que é maior do que qualquer jogador nesse mundo. Por isso, independente de qualquer escândalo, preserve a instituição, seja ela qual for. Não culpem o Flamengo, de jeito algum!
Shabát Shalôm
Há 15 anos

