quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Fluminense é um time copeiro

A vitória do Flu ontem contra o Dream Team Fight do Cerro Porteño, encheu de esperança a torcida tricolor. Primeiro: vai pela segunda vez em dois anos disputar uma final continental. Segundo: o tricolor está louco para enfrentar a LDU.
O Fluminense vem mostrando tremenda competência dentro das quatro linhas. São 12 jogos invicto, sendo 6 vitórias consecutivas. Um banho de números atraentes (para quem gosta de conta) e interessantes. Mas isso não vem ao caso neste momento.

O que quero dizer é que não é só o São Paulo, Internacional, Cruzeiro, Grêmio e Cia que são times Copeiros. Esse termo, na linguagem futebolística, é quando um clube consegue se dar bem em competições de grupos e mata-mata. O Fluminense vem mostrando isso de 2005 pra cá. O segredo do mata-mata é saber otimizar o tempo entre as duas partidas e levar em conta sua relevância, que é a eliminação. O Fluminense parece que consegue jogar nessas ocasiões melhor do que em campeonatos de pontos corridos.

O tricolor se classificou para a final, para o delírio de sua torcida. E agora enfrentará a LDU. O maracanã estará lotado e o Fluminense mostrará para todo o Brasil o que é um time copeiro. E mais: tentará dar o troco na Liga Deportiva Universitária. Os sonhos nostálgicos e saudosistas da Libertadores 2008 encherá de magia a festa da torcida tricolor. E todo eles acreditam no troco.

Ta explicado!

O Palmeiras perdeu para o Grêmio. Tudo bem. O time está mal, parece desmotivado e torce para que o campeonato acabe logo, pois, se depender das suas próprias forças, não irá nem para a Libertadores ano que vem. O Verdão não pontua mais, os jogadores parecem ‘gatos dentro do saco’. Estão perdidos em campo. Até o final do primeiro tempo da partida contra os gaúchos, eu não sabia explicar o porquê desta fase negra do Porco. Ninguém sabia.

Mas a resposta foi levada à tona. Obina e Maurício explicaram muito bem a situação depois daquela troca de gentilezas ontem, dia 18 de novembro, pela rodada 36 do Brasileirão. A trágica queda do Palmeiras estava empunhada no braço de Obina. Aquilo representou a fraqueza daquele elenco. Um time que está desequilibrado e sem qualquer perspectiva. O zagueiro e o atacante foram ‘demitidos’ pelo vice-presidente Gilberto Cipullo. A atitude mais correta e sensata. Mas isso não apaga o momento vivido pelo alviverde imponente.

Aliás, o hino traduz muito bem a situação de ontem contra o Grêmio: “Quando surge o alviverde imponente, no gramado em que a luta o aguarda”. Obina e Maurício absorveram tão bem isso, que acabaram se esmurrando no gramado. Eles interpretaram o hino de forma literal e explicaram para o torcedor toda a situação do clube.

sábado, 7 de novembro de 2009

ENCLAUSURADA E SEGREGADA

“Podem ter certeza que a seleção que disputará a Copa no ano que vem será a mais fechada da história do nosso futebol. A imprensa terá muito menos liberdade para trabalhar. E não tem nada a ver com a África do Sul. Em Weggis, a liberdade foi total e todo mundo reclamou da bagunça. Então vamos fazer diferente desta vez”.

Foi com essa declaração que o Presidente da CBF Ricardo Teixeira deixou atônito toda a imprensa e a torcida sobre a disponibilidade de cobertura de notícias para a Copa do Mundo de 2010, que será realizada na África. O motivo: a excessiva liberdade dos meios de comunicação durante a preparação do Brasil em Weggis, na Suíça, para a Copa ocorrida em 2006, na Alemanha. Segundo o Presidente, esses fatos prejudicaram o rendimento brasileiro dentro de campo durante toda a Copa, e principalmente a partida contra a França nas quartas-de-final.

Mas o torcedor sabe que fatores técnicos e táticos também contribuíram para o péssimo rendimento da seleção Canarinho na Alemanha. O próprio Treinador Carlos Alberto Parreira afirmava à época que o Brasil jogava com 4 atacantes, sendo Kaká e Ronaldinho Gaúcho como meio-campistas. A conseqüência disso foi um time forte ofensivamente, porém desentrosado. O setor defensivo contava apenas com 2 zagueiros fixos, Lúcio e Juan, além de Emerson como volante, que fazia às vezes a função de terceiro defensor para equilibrar os avanços dos laterais Cafu e Roberto Carlos. Zé Roberto ficava fora do chamado ‘Quarteto Fantástico’, composto por Kaká, Ronaldinho, Ronaldo e Adriano. No papel, era um time de craques, mas sem vontade de vencer.

A voz do povo

Em seus 7 anos trabalhando como porteiro no Condomínio Vênus, Cícero Farias, 32 anos, sempre assistiu aos jogos pela TV coletiva de 14 polegadas ao lado dos seus amigos de trabalho, com sistema de televisão fechada, em que todos os funcionários dividem os gastos para poderem usufruir de canais como Sportv e Espn. Atualizado sobre as declarações do Presidente da CBF e das expectativas para a Copa na África, o trabalhador concedeu esta entrevista.

Com um pouco de receio em conversar, Cícero Farias afirmava com grande humildade que não entendia muito sobre futebol. Apenas pura ilusão. Enquanto encontrava-se em sua pequena guarita, observando as câmeras e o tráfego do condomínio, Cícero Farias respondia às perguntas de forma leve e consciente.

Lucas Peixoto – O senhor acha que o maior erro da seleção brasileira na copa do mundo em 2006 foi conseqüência da pressão exercida pela imprensa e torcida sobre o elenco?

Cícero Farias – Eu acho que a pressão da torcida e imprensa atrapalha, pois o jogador fica sobrecarregado emocionalmente, sentindo-se cobrado. Mas por outro lado, a torcida pode ajudar se ela for compreensiva e não atrapalhar. Se ela apoiar o time nos treinos de forma saudável, isso pode ajudar dentro de campo.

LP – Mas muitos dizem que o Brasil jogou mal tecnicamente, principalmente contra a França. Além da pressão da imprensa e torcida, faltou algo mais àquela seleção?

CF – Faltou força de vontade e mais futebol ao Brasil, mesmo com um time de craques como Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, Adriano e Kaká.

Quando perguntado sobre os possíveis favoritos à conquista da Copa 2010, o jovem Cícero parou por alguns segundos enquanto pensava em uma resposta. Foi quando apontou Itália e Alemanha. “Se tivesse que escolher uma terceira equipe, colocaria na disputa o Brasil”, afirmou Farias.

Quando perguntei sobre deixar a Espanha, atual campeã da Eurocopa 2008 sobre a Alemanha, fora da disputa, o porteiro objetou-se: “Mas foi só naquele momento. Para mim, as seleções pequenas podem surpreender ano que vem e tirar o título dos times tradicionais. Já estão mostrando sua força nas Eliminatórias Européias e podem dar muito trabalho às grandes seleções”.

Eu, robô

Interessante a forma como que se ‘criam’ futuros candidatos para concorrer a cargos no governo. Pessoas da comunicação, do marketing e da publicidade modificam a fala, a postura em frente ao povo, o comportamento e até o pensamento.

Dilma Rousseff é um exemplo dessa lavagem cerebral. Uma candidata sem experiência política e que só possui competências administrativas, o que é insuficiente para ser presidente. Vive da sombra petista de Lula, que busca ser a imagem e semelhança feminina do atual ‘comandante’ brasileiro. Até publicitários e mercadólogos conhecidos estão na luta para ‘construir’ a senhorita Dilma. O responsável pela campanha do presidente Barack Obama, Scott Goodstein, colocará a candidata petista em um pedestal de credibilidade. As campanhas na internet também estão sendo criadas para esse objetivo.

Dilma Rousseff ultimamente toma aulas para melhor comportamento e até anda cuidando da beleza. E o mais trágico e engraçado às vezes: criando um pensamento político voltado à causa ecológica. Dilma preocupada com aquecimento global e desmatamento? Parece até uma concorrência contra a canditatura Marina, do PV, antes filiada ao PT. A concorrente de Serra e Cia anda até participando de congressos em busca dessa boa causa. A cópia feminina do atual presidente deve ser alvo de chacotas e piadas por outros representantes nesses eventos. Mas tudo isso em off.

Essa é a realidade do cenário político nacional e internacional. Não se faz mais política com naturalidade. Se faz com fingimento e frieza. Dilma e tantos outros parecem mais robôs no palácio, que se comunicam de forma padronizada e executam funções de forma programada. Quem faz política hoje é a publicidade. Não existem mais políticos.

domingo, 1 de novembro de 2009

Um clube sem início, meio e fim

Caro leitor, dizem alguns que jornalista da área esportiva não pode, em momento algum, revelar sua paixão clubística. A ética, a imparcialidade (o que é uma aspiração infundada) e as normas jornalísticas não permitem tal atitude. Mas quem escreverá aqui não será eu enquanto estudante de jornalismo. Será Lucas Peixoto, torcedor apaixonado pelo Fluminense Football Club.

Fluminense e Cruzeiro digladiaram no Mineirão dia primeiro de novembro. Um dia marcante para a história tricolor. Um time tresmalhado no começo e guerreiro no final. Foi um primeiro tempo deprimente. O Fluminense não conseguia resistir aos ataques mineiros. Não ditava um ritmo de jogo. O coração ficava apreensivo, enquanto à distância meu pai dizia-me as emoções do jogo por telefone. Meu amor por minha namorada, que é maior do que pelo tricolor, me fazia ausente da partida televisiva.

O Fluminense viu sua chance de gol quando Maicon, depois do lançamento do zagueiro Dalton, foi ao chão de forma incomum. Sobrenatural de Almeida, que não podia ficar fora desse épico embate futebolístico, foi convidado a sair das crônicas de Nelson Rodrigues e aparecer aqui.

Mas o fugidio lance não foi o suficiente para tirar o ânimo do Cruzeiro, que logo depois fez o primeiro gol, aos 13 minutos. O lateral Gilberto passou a bola para o lateral Jonathan marcar. 1 x 0 Cruzeiro. Começa então o desespero ululante dos jogadores. A tênue linha psicológica converte-se em prantos e desespero da torcida.

O lado esquerdo do Fluminense estava desamparado nas costas do jovem Dieguinho. O pobre garoto, que possui qualidades, não era capaz de parar os avanços cruzeirenses, que pareciam titãs recém despertados, loucos para devorar o desprotegido Fluminense e seus atletas.

O pó-de-arroz, em mais um pueril avanço, conseguiu uma boa finalização de Maicon. A bola mudou seu trajeto pelas mãos do goleiro Fábio. Pênalti para o Cruzeiro. Diogo deitou abaixo Guerrón depois de um ingênuo carrinho por trás. Wellington Paulista bateu e... perdeu. Desperdiçou a cobrança depois de jogar a pelota afora.

Para completar o desastre, aos 30 minutos a assombração guerrônica do ano passado toca para Wellington Paulista que, retratando-se, marca para a Raposa. O camisa 9 domina o lance como tal, dribla desconcertantemente o zagueiro, desconsidera o arqueiro e manda aos fundos do gol. 2 x 0 Cruzeiro. E meu pai no sofá, infelizmente sofrendo com minha ausência.

Em seguida, para afligir ainda mais corações verde-branco-grenás, Fabrício, depois de uma sobra de bola conseqüente de um escanteio, domina e manda um chute alá-Rivelino. Bate na trave. O Cruzeiro que poderia estar goleando com fúria avassaladora, sufoca meu time. E do meu pai, que torce desde 76. Convido agora nosso Gravatinha para mudar a situação da partida. Termina o primeiro tempo e a magia tricolor entrará em campo.

Começa o segundo tempo e quem está no estádio percebe o brilho no olhar guerreiro dos jogadores do Flu. Estavam em fúria, prontos para a maior batalha e maior vitória dos últimos tempos. A virada será intensa, de acordo com nossas tradições. Um triunfo com oportunismo, suor e lágrimas.
Em nenhum momento meu pai perdeu a esperança. Coisa rara, vindo de alguém que se irrita facilmente quando nosso time joga mal. Mas dessa vez não. A experiência dele de 33 anos como torcedor me encheu de esperança, como o nosso verde. Eu, do outro lado e envolvido em outra atividade, estava impossibilitado de acompanhar a partida na TV.

Aos 10 minutos, um gol oportunista. Conca jogou na área, Maicon girou desatinado e a história tricolor consagrou-se em Gum, que dominou e mandou o chute na cara do gol. Cruzeiro 2 x 1 Fluminense. Meu pai vibrava de forma arrebatada. A esperança do verde tricolor renasce. O vigor e o amor do grená transcendem. E como disse o narrador, ‘Gum faz o primeiro’. É como se todos soubessem como seria o resultado final.

Aos 13, do meio de campo Conca lança para Fred na entrada da área. O atacante domina, menospreza o Cruzeiro e manda o foguete. O pé adversário ajuda. Gravatinha põe a mão na cronologia. Um gol suado, digno da luta do craque. Fred não comemora em respeito aos mineiros. Ninguém comemora junto. Todos estão insaciáveis, famintos e loucos para devolver o que receberam da Raposa. O óbvio, mais que ululante, reforça a velha filosofia de que “se quiseres saber o futuro do Fluminense, olhai o teu passado. A história tricolor traduz a predestinação para a glória”. Ufa: 2 x 2 Fluminense! As lágrimas do meu pai caem. Começa-se o desatino da santa paixão tricolor

Conca estava jogando com fina classe o futebol que é dele, que é argentino e que é brasileiro. Fred com oportunismo de craque. Maicon com arrancadas radiantes. Faltava o golpe final. Eis que Conca lança Maicon pela ponta direita. O craque avança, dribla o lateral cruzeirense e toca para outro craque – Fred – que domina e, com frieza, mata a partida: Fluminense 3 x 2 Cruzeiro. E mais uma vez não comemora. É o fim. Cruzeiro nocauteado, meu pai em prantos. Então meu celular toca: “Vencemos, vencemos! Vamos sair dessa! Não merecemos cair!”.

Em 18 anos de afinidade e cumplicidade paterna, nunca vi tamanha alegria estampada na face tricolor do ‘meu velho’. Nessa partida percebi que a história do Fluminense não tem início, nem meio e nem fim. Tudo se junta de forma imperceptível e surpreendente. As glórias do passado se traduzem no futuro, e o meu time, o time do meu pai e de uma gloriosa e guerreira torcida vence mais uma batalha. A esperança se renova. Nós não cairemos mais. Jamais. Nosso sol da manhã sempre brilhará.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Análise tática: O Brasil de 2010



Mesmo sabendo que o Futebol muda constantemente e que certamente a seleção brasileira poderá sofrer mudanças no time titular até 2010, farei uma análise tática do provável time de base do Brasil.

Se levar em consideração os jogadores utilizados e seus rendimentos, não há muitas surpresas. Gilberto Silva se mantém como volante ao lado de Felipe Melo. O ataque está praticamente fechado com Luis Fabiano e Robinho. Kaká é intocável. Lúcio e Juan idem. André Santos disputa vaga na lateral esquerda. Maicon e Daniel Alves brigam pelo lado direito.

O time do Brasil joga teoricamente com 3 volantes. Mas Dunga concede uma função peculiar à Elano, ex-Santos. O jogador irá se posicionar pela ponta direita nos avanços da seleção, como fez com o Peixe em 2002. Felipe Melo será o segundo volante, responsável pela ligação entre a defesa e o meio campo. Por isso, o toque de bola deve ser com qualidade.

Os zagueiros terão que ter cuidado com os avanços dos laterais. Geralmente, quando um time joga no 4-4-2, como é o caso da seleção, os laterais devem revezar nas subidas ao ataque. Porém a modernidade do futebol permitiu que os dois laterais subissem paralelamente enquanto um volante fazia o terceiro zagueiro, que nesse caso seria o experiente Gilberto Silva. Dessa forma, nos avanços, o Brasil atuaria no 3-5-2.

Do meio campo para frente, Kaká será o cérebro do time. Um craque que possui inteligência para controlar o jogo e força para dar suas maravilhosas arrancadas (contra Argentina, por exemplo). A ligação ao ataque certamente dispensa comentários.
No ataque, Robinho será o famoso atacante que se movimenta bastante. O lado esquerdo poderá ser o lado mais freqüentado pelo jogador do Manchester City, já que Elano, em alguns momentos, atuará, como dito antes, pelo lado direito.

O atacante fixo será o intocável Luis Fabiano, apelidado de ‘O fabuloso’. Às vezes fará o pivô para os chutes longos e fortes de Kaká ou Felipe Melo, em raras exceções.
Por falar em intocável, Júlio César será o goleiro titular ano que vem. A não ser que aconteça algo extraordinariamente fora do comum. O arqueiro, ex-Flamengo, trás bastante segurança à zaga brasileira.

A seleção tem um time que joga simples, entrosado taticamente e com jogadores técnicos, o que faz a o Brasil ser um time bem estruturado em seu elenco. As chances de um hexa campeonato existe, mas os Canarinhos terão que disputar com grandes seleções, como Alemanha, França, Argentina(aguardem e verão; eu já conheço essa história) e a Espanha, que possui um time promissor, com jovens como Cesc Fábregas e Silva.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Resposta ao ‘Giro pela rodada’

Como é da ética jornalística a transparência com o leitor, venho aqui mostrar os resultados da minha análise da ultima rodada do Campeonato Brasileiro 2009, feita no dia 18 de outubro. Não a fiz antes devido à pendências e estudos, afinal de contas, ainda sou estudante. Foram jogos interessantes, surpreendentes e reforçaram minha idéia de que (e o jargão não mente) o Futebol é uma caixinha de surpresas.

Por mais que o Palmeiras estivesse com uma nuvem negra sobre as cabeças, não imaginava uma derrota daquelas para o Flamengo. Havia apostado em um 2x1 do Verdão, mas perdi essa e o Rubro-Negro venceu de forma brilhante.

No caso Grêmio x Coritiba, previ uma vitória tranqüila por 3x0. Os gaúchos venceram por 2x0 e de forma tranqüila. O acerto só não foi 100% por causa de um gol.

Previa uma vitória tricolor perante o Internacional, mesmo com o Fluminense desesperado para não cair no pré-sal ano que vem. Disse que era 2x0 e errei. O Inter explorou a falda de segurança de um Flu tenso e desorganizado. Apesar do empate, o resultado acabou sendo ruim também para o Internacional. Errei tudo.

Pensava que o Sport não conseguiria ombrear a equipe do Corinthians e descolaria apenas um empate. Mas não tomou conhecimento do campeão da Copa do Brasil e derrotou-o por 2x0 jogando bem por sinal.

Disse que o Atlético-PR ia vencer o Santo André. Acertei a vitória, mas não acertei o placar, que foi um fácil 3x0. Havia dito que seria um truncado 2x1.

O Vitória iria vencer o Náutico por 1x0 em um jogo disputado. Mas, apesar de acertar no triunfo, errei no placar, que foram surpreendentes 3x1, apesar de ter sido um jogo disputado. O Rubro-Negro Baiano foi mais oportunista.

O Cruzeiro venceria o Botafogo por 3x1. Fiz tudo certo como acima, mas errei o placar. A Raposa venceu por 1x0.

O Palmeiras não quer o título brasileiro

Geralmente percebemos um time com cara de campeão quando ele deslancha nos momentos decisivos. Mas às vezes isso não acontece. Veja o Fluminense ano passado, que arrancou na Libertadores, mas perdeu na final para LDU depois de eliminar um certo Boca Juniors e um tal de São Paulo. Por falar no segundo time, o tricolor paulista é um exemplo de que a arrancada decisiva faz a diferença. Ano passado, quando foi ‘empurrado’ desceu (na verdade, subiu) ladeira abaixo.

Por falar em descer, mas sem sair do lugar, por enquanto, o Palmeiras vem desapontando, literalmente. Depois da vitória perante o Santos, na Vila, o Verdão empatou com o Avaí em casa, levou um chocolate do Náutico, tomou um tapa do Flamengo, jogando em seus domínios, e dessa vez, pra variar, apanhou do Santo André. Vejam que são 4 jogos, ou seja, 12 pontos disputados, com 2 jogos em casa. O Palmeiras conquistou só 1 ponto. Podem calcular. Parece até brincadeira, mas eu repito: 1 ponto em 12 disputados.

Esses erros podem ser amenizados se o Porco vencer o Goiás, quinta-feira, dia 29. Mas se vacilar novamente, mesmo em casa, os que estão atrás não perdoarão, de jeito nenhum. O Flamengo começou a arrancar, já briga pelo título, e não perde a 10 jogos. São 7 vitórias e 3 empates. O São Paulo, apesar dos deslizes, vem firme na disputa. O Internacional possui um bom time e pode ultrapassar. O Galo Mineiro vem conquistando grandes vitórias e, com um jogo a menos, pode diminuir a vantagem Palmeirense para apenas 1 ponto.

Do jeito que decorre, o Brasileirão mais equilibrado dos últimos tempos só saberá o campeão na última rodada, pois, com tantos times desleixados leva-se a crer que o Palmeiras não quer o título Brasileiro. Mas Atlético, Inter, São Paulo, Flamengo e Goiás querem. E como querem.

domingo, 18 de outubro de 2009

Giro pela rodada

Palmeiras x Flamengo

Com um Palmeiras lutando para manter-se na liderança e um Flamengo embalado, o embate será muito disputado. O verdão, com 54 pontos, está a 4 pontos do Atlético-MG e a 5 do São Paulo. Esses dois clubes digladiaram ontem no Morumbi, e surpreendentemente o Galo Mineiro venceu por 1x0. Dessa forma, o Palmeiras tem todas as chances de fazer uma grande partida e se distanciar ainda mais dos outros. O problema é o Flamengo deixar.

Opinião pessoal: Espetáculo em campo. Palmeiras 2x1 Flamengo

Grêmio x Coritiba

Com remotas chances de ir à Libertadores 2010, o Grêmio tenta renovar e aumentar essa esperança. O tricolor gaúcho está em décimo com 41 pontos e praticamente não corre mais risco de rebaixamento. Já o Coritiba está com 34 pontos, em décimo quinto e a 5 pontos do Santo André, o primeiro dos últimos. As chances de rebaixamento do Coxa, que já causa inquietude, ainda podem preocupar mais, caso o time seja derrotado e os de trás vençam.

Opinião pessoal: Vitória tranqüila. Grêmio 3 x 0 Coritiba

Fluminense x Internacional

Jogo de nervos, na minha opinião. Enquanto o Fluminense luta desesperadamente por uma salvação, o Internacional luta desesperadamente pelo título, apesar de está um pouco distante. Aliás, ‘remota’ é a palavra mais cabível à esses dois. O Flu, com 25 pontos e lanterna, tem remotas chances de permanecer na elite, apesar de ter começado uma reação que pode ser atrasada, e o Inter, com 48 pontos e um quarto lugar, possui remotas chances de ser campeão. Mas eu não falei a palavra ‘impossível’ aqui.

Opinião pessoal: Grande partida. Fluminense 2 x 0 Internacional

Sport x Corinthians

O leão, que já virou um gatinho gordo e preguiçoso, enfrenta o sossegado Corinthians, que não vai nem mais pra lá nem pra cá. O rubro-negro do Nordeste aposta todas as suas fichas nessa partida. Se faltar técnica, vontade é o que não faltará aos jogadores. Mas o Corinthians, mesmo sonolento, ainda é perigoso. O Sport, com 25 pontos e vice-lanterna, terá que virar-se às avessas para vencer o Corinthians, 42, e décimo.

Opinião pessoal: Jogo truncado e feio: Sport 1 x 1 Corinthians

Atlético-PR x Santo André

O jogo do quase desesperado e do desesperado. O furacão, que nesse ano ficou abaixo das expectativas, criando só uma ventosidade, enfrenta um Santo André louco para fugir da degola. Sem muito a dizer à esse jogo. Vai ser interessante.

Opinião pessoal: Partidas na Arena são sempre bem-vindas. Atlético-PR 2 x 1 Santo André

Vitória x Náutico

Outra partida às avessas, aliás, quase. O Vitória, que embalou no começo e perdeu o fôlego no final, enfrenta um Náutico desfolegado(desculpem o neologismo) desde o princípio. O jogo é no Barradão, e mesmo com o visitante na zona de rebaixamento com 29 pontos desesperado para sair, o resultado não vai ser tão surpreendente. Eu acho, pois assim é o futebol (vocês me entenderam).

Opinião pessoal: Náutico luta, mas falta algo: os gols. Vitória 1 x 0 Náutico

Cruzeiro x Botafogo

Um confronto interessante de se ver. O Cruzeiro, depois da depressão pós-libertadores, vem embalando na competição. O Botafogo, se livrou do rebaixamento, mas está a 3 pontos apenas de voltar. O Fogão não apagará o fogo da Raposa.

Opinião pessoal: bom jogo, mas resultado provável. Cruzeiro 3 x 1 Botafogo


E se eu acertar o resultado...

Sei que não sou mãe Diná e que minhas análises, apesar de frias, têm um pingo de emoção, até por que a imparcialidade é um mito que todos teimam em acreditar. Você só não pode ser tendencioso, que já é outra história.
Se tudo isso que eu falei for verídico, o campeonato se torna ótimo para o Cruzeiro, que de oitavo sobe para sexto, e com 3 pontos para o último dos melhores. Já no pré-sal, o Fluminense inverte sua posição com o Sport e ainda ganha 2 pontos de vantagem. E começa a ficar mais embolado lá embaixo. O Avaí cai 3 posições, mesmo vencendo o Goiás, pois quem ta atrás dele, venceu. O Palmeiras abre 7 pontos para o Atlético-MG e já pode começar a fazer festa.

Vamos esperar até o final da rodada. Se eu errar, venho aqui e publico. Se acertar, idem.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Correios: Um exemplo de credibilidade e confiança

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), ou simplesmente Correios, revolucionou a comunicação por linhas telegráficas e a entrega de correspondências. Em 20 de Março de 1969, vinculada ao Ministério das Comunicações, essa grande empresa foi inaugurada com um propósito: dar segurança para o povo e receber em troca a confiança. Lembrando ao leitor que a primeira linha telegráfica brasileira foi criada no dia 11 de Maio de 1852, junto com o Departamento de Correios e Telégrafos, que mais tarde, mediante uma transformação na Autarquia Federal se tornaria essa empresa tão conhecida.

Ao longo dos anos, vários serviços foram sendo incorporados ao portifólio dos Correios. Além dos tradicionais préstimos de correspondência, selos postais, malotes, cartas, etc., o ECT incorporou recentemente o SEDEX, um serviço de encomendas expressas, com qualidade e eficiência na entrega. Com o advento dessa criação, a credibilidade dos Correios, que já era bastante, aumentou ainda mais. No Brasil, são 100 tipos de serviços que a empresa presta.

Para controlar tudo isso, o patrimônio da comunicação conta com cerca de 108mil funcionários para a gestão e controle. É possível, e todos presenciam isso, encontrar aquela placa azul, branco e amarelo em qualquer canto do Brasil. Seu símbolo, que é uma mão entregando uma carta, é a marca da sua credibilidade. Mas, todo esse poderio e essa confiança pode ter sido abalada devido a greve que ocorreu entre os dias 28 de setembro a 4 de outubro de 2009. Pode, mas não foi tão grave assim.

Os motivos que ocasionaram a greve foram por reajuste de salário e melhoria nas condições de trabalho, além de manutenção da licença maternidade de 180 dias. Apesar de a empresa propor um aumento de 4,5%, a categoria rejeitou a proposta dizendo que a empresa faturou 1bi só no mês de agosto em todo o Brasil, e que esse lucro não havia sido repassado para os funcionários.

De acordo com um empregado dos correios, a greve foi mais rápida na Bahia e no Nordeste de um modo geral. A demora foi maior em Brasília, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina. “Muita gente reclamou por causa do atraso nas contas e entrega de correspondências. A credibilidade dos correios foi um pouco afetada apesar de ter sido a primeira greve da história. Mas a população já está compreendendo a situação”, disse o funcionário, que aparentava seus 40 anos de idade, e que respondeu a pergunta entre um e outro recebimento de carta.

No âmbito da população, o acontecimento fortuito não diminuiu a confiança sobre os Correios. Um senhor, quando perguntado a respeito da greve, sorriu e disse: “Mesmo alguma das minhas contas terem atrasado, os Correios ainda possuem minha aprovação. Mas que isso não se repita”, proferiu o senhor que esperava seu ônibus calmamente para mais um dia de trabalho.

Reiteradas pesquisas sobre a confiança das empresas, mostraram que o ECT estaria à frente de instituições como a Igreja e os Bombeiros. Esses números, em nenhum momento foram abalados, mesmo com as denúncias de corrupção envolvendo seus funcionários, cujas investigações desembocaram no chamado Escândalo do Mensalão, em 2006. Se esse escândalo não afetou a credibilidade dos Correios, uma simples greve é que não afetaria mesmo.
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